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2/02/2014

SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR

A Focus Química participou de uma importante entrevista para o mercado de cosméticos comentando sobre as matérias primas que inserimos e seus diferenciais, visando o conceito de vegetalização em cosméticos, tal qual nosso projeto interno, www.vegetalizacaoemcosmeticos.com.br , onde a Focus Química prevalece produtos de origem vegetal, certificados e eco-friendly. Veja abaixo na íntegra:

Por Katia Neves

 

Baseado na ideia de excluir da formulação um ingrediente que apresente algum tipo de controvérsia quanto à sua segurança de uso, compatibilidade dérmica ou eficácia, o conceito free em cosméticos ganha espaço e torna-se uma vantagem competitiva.

figura1O Brasil já é o terceiro maior consumidor de cosméticos do mundo e deve alcançar a vice-liderança até 2017. Afinal, o País já lidera o grupo dos perfumes e desodorantes. O mercado fatura mais de R$ 86 bilhões ao ano e se tornou altamente competitivo, onde a inovação é o único caminho para as empresas que não querem perder participação frente à concorrência. Na busca de obter resultados esteticamente perceptíveis pelo consumidor, a indústria cosmética brasileira utiliza o seu know-how para desenvolver produtos de alta qualidade, com formulações mais complexas e com maior número de itens. Basicamente um produto é composto de base e ativos, a base responsável pela característica e funcionalidade do produto e os ativos, complementam esta ação e são diretamente responsáveis pelos claims explorados. “Alguns produtos interpretam que quanto mais ingredientes ativos maior é o seu valor agregado, fato este que também poderia ser interpretado pelo consumidor. Nem sempre mais é melhor, por isso um formulador sabe que existem concentrações adequadas de cada item para se obter eficácia e mesmo segurança do produto final. O uso em excesso de ingredientes em uma formulação pode ocasionar subprodutos ou interações entre eles de tal modo que podem desestabilizar uma formulação ou mesmo tornar-se um gerador de irritação ou alergia”, explica Alberto Keidi Kurebayashi, farmacêutico-bioquímico e diretor da Protocolo Consultoria, empresa especializada em pesquisa de desenvolvimento de cosméticos e cosmecêuticos.

figura2Diante deste quadro, algumas empresas seguiram na exploração do termo free. “O conceito free é muito complexo, mas poderíamos resumir como um retorno à simplicidade e a uma formulação isenta de alguns ingredientes que possam apresentar uma maior tendência de efeitos indesejáveis”, complementa Kurebayashi. Esta tendência se manifesta não somente com a exclusão do ingrediente mas sim com a declaração desta exclusão em destaque na rotulagem, embalagem e também em materiais promocionais de marketing, tornando este fato um diferencial frente a seu concorrente que possua aquele ingrediente. Para Sonia Corazza, cosmetóloga, engenheira química e perfumista, nas últimas décadas houve um enorme desenvolvimento da indústria química, o que gerou no mercado mais de 100.000 diferentes substâncias, que fazem parte do dia-a-dia do consumidor por estarem presentes em produtos de uso comum. “Sem dúvida muitos destes produtos representaram uma enorme melhoria na qualidade de vida de muita gente, porém implicaram ao mesmo tempo em uma exposição a estes agentes, que nem sempre são inócuos”, comenta.

De acordo com o Dr. Samuel Epstein, professor emérito da cadeira de medicina da Universidade de Illinois, em Chicago, e autor do livro Unreasonable Risk, ingredientes como talco, dióxido de titânio, trietanolamina, sacarina e derivados de óleo mineral, entre tantos outros, são francamente carcinogênicos. Já liberadores de formaldeido, como diazolidinil urea, quaternium 15 e DMDM hidantoína, são carcinogênicos escondidos, representando perigo potencial de uso. A lista de substâncias nocivas proposta pelo Dr. Epstein é imensa, nem mesmo o Triclosan escapa.

APELO DE MARKETING?

De acordo com Jadir Nunes, vice-presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC) e presidente da International Federation of Societies of Cosmetic Chemists (IFSCC), o conceito free surgiu na década de 1980, com a linha de fotoprotetores “PABA free”, relacionado ao ácido para-aminobenzóico, um filtro sintético que pode causar alergia à pele, sendo altamente sensibilizante.

figura3“Temos hoje o Parabeno Free, acredito que é o mais amplamente utilizado, pois o parabenos (metilparabeno, propilparabeno, etilparabeno e butilparabeno) são os conservantes mais utilizados desde o início do desenvolvimento dos produtos cosméticos, temos também o conceito etoxilado free, fragrance free”, comenta Mika Yamaguchi, farmacêutica e consultora técnica da Biotec Dermocosméticos. Para ela, este mercado cresce no mundo pois 70% das pessoas acham que tem sensibilidade, que, muitas vezes, está relacionada a um componente da formulação. “Se pararmos para avaliar desde o horário que acordamos antes de sair de casa entramos em contato com pelo menos com 8 a 10 produtos, então a chance de desenvolver ao longo do tempo alguma intolerância cresce, quando comparado há 40 anos atrás. Um dia simplesmente passamos a ser reativo a determinado componente da formulação, então a procura por cosméticos seguro ou produtos isentos de componentes alergênicos e irritativos”, comenta Mika.

Segundo pesquisas do Instituto Datamonitor Consumer, 57% do consumidores concordam que produtos de beleza formulados com ingredientes “naturaisl” são melhores para eles. “Neste caso estamos falando do natural que seria uma opção aos produtos sintéticos e compostos químicos que podem causar algum tipo de alergia ou irritação se não forem dermocompatíveis ou não possuírem uma estrutura biomimética a um composto da pele”, explica a farmacêutica.

De acordo com Jadir Nunes, nos chamados “cosméticos naturais”, é comum o uso de listas de ingredientes identificados como proibidos segundo as listas das empresas certificadoras. “Nos produtos Free of as empresas destacam como benefício a ausência de determinado ingrediente como se os outros produtos formulados com ele fossem menos seguros ou menos eficientes”, comenta Nunes, que acrescenta: “Este conceito não é totalmente utilizado pela empresa como um todo, mas sim em algumas linhas ou produtos pontuais.

Grandes empresas geralmente têm grandes linhas e marcas que já vêm sendo comercializadas há muitos anos e geralmente quando se coloca esta chamada Free of, até por coerência, a empresa deveria substituir este ingrediente em todos os outros produtos da sua linha que já estão no mercado, e isso, nem sempre é possível e viável. Além disso, como este conceito se baseia mais em aspectos comerciais ou de marketing, do que propriamente científicos, as empresas se mantêm a uma distância saudável evitando associar sua marca a questões polêmicas que podem se mostrar erradas com o avanço dos estudos científicos”, diz Nunes, que afirma que todos os ingredientes utilizados em cosméticos foram desenvolvidos para uso em humanos e trazem um estudo de segurança. “Na hora de formular, as empresas buscam informações por meio de consultas a compêndios cosméticos reconhecidos, bancos de dados internacionais ou trabalhos científicos que comprovem a segurança de uso em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. E, é claro, deve ser observado o disposto na legislação sanitária cosmética vigente, como por exemplo, lista restritiva, listas de corantes, filtros solares e conservantes permitidos. Além disso, um dos bancos de dados de ingredientes recomendado é o site do inventário europeu European Comission – Health and Consumers. Por isso, o conceito free tem muito mais um apelo de marketing do que propriamente referendado à segurança”, ressalta.

A POLÊMICA DOS PARABENOS

figura4O primeiro destaque no conceito free nos remete aos parabenos, quando um estudo realizado em 2004, por Darbre et al, fazia uma correlação destes ingredientes com câncer de mama. Vale lembrar que os parabenos são compostos encontrados na natureza, inclusive no morango, damasco e cenoura. Portanto, dizer que produtos free parabenos são naturais chega a ser contraditório. Além disso, outro erro é incluir todos os parabenos numa única classe e afirmar que seu uso causa câncer. É importante lembrar que se trata de um ingrediente amplamente utilizado, com grande eficácia e segurança, principalmente os metil e propilparabenos, porém, “vítimas” deste conceito estão fadadas ao exílio, pois muitos consumidores ao encontram este ingrediente no produto o rejeitam e evitam sua aquisição. “A maior parte do mercado tem seguido este conceito, pois uma vez que a ideia esteja dentro da avaliação dos consumidores, a tarefa de explicar o não risco no uso é estafante e muitas vezes não se consegue convencê-los”, diz Kurebayashi. “Os parabenos são os que estão em mais evidência por ser vastamente utilizado na indústria cosmética. Por isso, produtos parabeno free estão sendo substituídos por outros conservantes que podem ser de fonte natural ou sintética. Eles estão sendo substituídos pelo seu grau de alergenicidade e por alguns estudos relacionados com o uso de desodorante apontarem para formação de câncer nas mamas por apresentarem propriedades semelhantes ao hormônio feminino estrógeno, mas estes precisam de estudos mais aprofundados e de uma validação maior para esta afirmação”, complementa Mika Yamaguchi.

 

EVITANDO O INDESEJÁVEL

O Brasil atualmente está em todos os principais fóruns de discussão relacionados, entre outros temas, à segurança e à eficácia e, por meio de grupos de trabalhos, vem acompanhando as tendências e conceitos globais e, certamente, irá seguir este movimento do conceito Free of, seja crescente ou não. “Pela magnitude do mercado cosmético, sempre será possível encontrar produtos que, na falta de apelos mais relevantes, achem interessante explorar este conceito free”, diz Nunes.

As grandes, médias e pequenas empresas, sérias e éticas, têm a mesma preocupação: criar produtos com eficácia e segurança. Para buscar o lançamento de produtos cada vez mais inovadores, eficazes e seguros elas estão validando e certificando fornecedores que apresentam um grande controle na produção dos ingredientes, evitando subprodutos indesejáveis. “Não existe uma pesquisa ou auditoria sobre estes produtos, uma vez que o conceito free está presente em diversas formas, nem sempre focado em um ingrediente”, informa Kurebayashi. Segundo ele, não se pode afirmar que existe uma categoria de produtos que seguem o preceito free, mas muitas empresas têm utilizado este recurso para valorizar e doar mais suavidade aos seus produtos. Como toda categoria de produtos cosméticos no Brasil, estes produtos têm crescido a cada ano. “Muitas vezes produtos isentos de certos ingredientes perdem em performance e custo em troca do claim”, finaliza.

 

OS VILÕES

Em linhas gerais, o que visualizamos no mercado hoje seriam alguns ingredientes com motivos de segurança de uso tais como parabenos (conservantes), outros conservantes que liberam formol e derivados de petróleo (óleo mineral e petrolatum), que estão sendo substituídos por conservantes naturais (extratos de aroeira, barbatimão, entre outros vegetais; sorbato de potássio; ácido sórbico), esteres graxos não etoxilados, óleos vegetais, manteigas, glicerina vegetal, sorbitol, óleos essenciais puros ou em composição com outros ingredientes inócuos.

Segundo Cassiano Escudeiro, químico e diretor da IPclin – Instituto de Pesquisa Clínica Integrada, um laboratório voltado para pesquisas e consultoria de cosméticos, um estudo do Departamento de Dermatologia da Universidade de Debrecen, constatou que conservantes liberadores de formol podem contribuir para o surgimento do câncer de pele quando associados à exposição solar. Cientificamente, são eles: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil ureia e DMDM hidantoína. “A ureia, um dos principais hidratantes utilizados em cosméticos, de maneira geral, não causa danos à saúde, mas é proibido para mulheres grávidas, pois ela penetra na pele e pode atravessar a placenta, prejudicando o bebê. Além disso, a Anvisa proíbe a fabricação de hidratantes com mais de 10% de uréia e qualquer produto com dosagem maior que 3% precisa conter o aviso `não utilizar durante a gravidez`”, explica o químico.

Atualmente outra bandeira que se levanta é o etoxilado free. “A etoxilação é um processo químico que é feito para tornar uma matéria-prima solúvel em água, porque ela é danosa a pele, normalmente os emulsificantes tem essa característica de serem etoxilados eles unificam a fase oleosa com a aquosa, então esta característica também pode desestruturar o manto hidrolipídico da pele”, explica Mika Yamaguchi. Por este motivo as matérias primas etoxiladas estão sendo substituídas por emulsificantes mais dermocompatíveis como por exemplo, os fosfolipídeos que são totalmente compatíveis com a pele.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a RDC 15/2013, que regulamenta o uso do acetato de chumbo em tinturas capilares na concentração máxima de 0,6% acompanhado de recomendações obrigatórias a constar na rotulagem para o consumidor, como por exemplo: “manter fora do alcançe de crianças, evitar contato com os olhos, não utilizar durante a gravidez, lavar bem as mãos após o uso e não usar para tingir os cílios, sombrancelhas e bigodes. No Brasil, o acetato de chumbo é um ingrediente que sempre teve seu uso permitido por mais de 20 anos. Está previsto nas condições propostas pela regulamentação da Anvisa em vários países inclusive no Estados Unidos aprovado pelo FDA. Após discussões e reunião no Mercosul ,foi proposto por um dos países a proibição desse ingrediente. Não havendo consenso entre todos, acordou-se que cada país regulamentaria não só o acetato de chumbo , mas também os demais ingredientes constantes da RDC 15/2013.

“O chumbo é cumulativo no organismo e em grande quantidade provoca intoxicação. Esta determinação está embasada em muitos artigos científicos que mostram a probabilidade de irritações e alergias na pele e couro cabeludo, ou seja, esta RDC busca cumprir a normativa básica de um produto cosmético que é ter segurança toxicológica no uso pelo consumidor”, diz Nunes.

Segundo Sonia Corazza, as substâncias acima, como por exemplo, o petrolatum (vaselina), em si não trariam nenhum problema, porém elas são contaminadas por outras substâncias tóxicas, no caso do exemplo o benzo-a-pireno e o benzo-b-fluoranteno, que são carcinógenos, genotóxicos e mutagênicos. “No rótulo você lê: petrolatum e acha que está tudo bem, mas na verdade não está. Na realidade nem mesmo os processos de refino fazem referência ao residual destes contaminantes no produto, portanto você nunca sabe quanto de potencial de risco está efetivamente enfrentando”, explica.

 

VEGETALIZANDO EM COSMÉTICOS

figura5“A Focus Química prioriza sempre comercializar matérias primas que tenham origem confiável em primeiro lugar, ou seja, as representações que fazemos com exclusividade no Brasil sempre são escolhidas com muita cautela e com muito estudo, como a política que a empresa emprega até o processo de produção dos itens que iremos oferecer para o mercado brasileiro”, diz Douglas Vocci, diretor da empresa cujo foco é cultivar parceiros que estabeleçam em seus processos e ingredientes a sustentabilidade e produtos que possam ser comercializados como alternativas, muitas vezes vegetais, para os itens conhecidos de origem sintética e que estão sendo retirados das formulações tradicionais.

A Focus oferece muitos produtos de origem natural, Eco-friendly, certificadas Ecocert, alguns itens são laudados orgânicos e podem ser aplicados como substitutos de matérias- primas conhecidas que causam danos à saúde humana ou são prejudiciais ao meio ambiente, assim sendo, são além de tudo, sustentáveis. “Representamos a Stearinerie-Dubois, empresa francesa que fabrica seus ésteres desde 1820 e que possui uma enorme linha de ésteres vegetais que além de serem ótimos emolientes podem substituir matérias-primas de origem petroquímica, doando ótimo sensorial e performance no produto final”, comenta Vocci. A empresa iniciou também uma parceria com a Kalichem Itália s.r.l., especialistas em surfactantes e emulsionantes vegetais que não são etoxilados (PEG-free) e não sulfatados (Sulfato-free). “Trabalhamos com ativos biotecnológicos da Mibelle Biochemistry, renomada empresa suíça com 25 anos de tradição, que extrai de forma sustentável e de origem vegetal todos os seus ativos que comprovam sua ação através de estudos de eficácia e segurança, alguns deles também recebem o laudo Ecocert”, comenta o diretor da Focus.

 

LONGE DO PETRÓLEO E DOS PARABENOS

figura6A Provital Group, empresa espanhola, com sede em Barcelona, dedicada a investigação e desenvolvimento, produção, marketing e comercialização de ativos e ingredientes para a indústria cosmética, incorporou o conceito free há cerca de 10 anos, quando começou a desenvolver matérias-primas sem derivados de petróleo. “Estudos recentes apontam os derivados do Petróleo ao aumento da mortalidade por diversos tipos de câncer, como por exemplo o câncer de pulmão, esôfago e estomago, devido a presença de um composto chamado 1,4-dioxano que é uma substância cancerígena. Estamos diante de uma sociedade mais crítica, mais participativa e muito bem informada. Com isso, temas como sustentabilidade e a preocupação com a qualidade de vida e saúde geram discussões sobre o uso de determinados ingredientes em cosméticos que possam ser nocivos à saúde”, diz Cibeli Lelli, gerente de Marketing da Provital Group no Brasil. “Estamos orientados a criação de novos conceitos de ingredientes naturais. Além da segurança, estudamos e avaliamos as ações específicas de nossos produtos na pele e cabelo, e fornecemos aos nossos clientes produtos muito mais ativos, sustentáveis e ambientalmente corretos”, complementa. A empresa oferece ingredientes livres de Parabenos e solubilizados em solventes de origem vegetal, como glicerina vegetal (originado da Palma), óleo de girassol e propanediol (álcool de origem do milho). “O conceito free ainda é muito controverso, esperamos que com o crescimento deste segmento, novos estudos sejam realizados e que os órgãos competentes no Brasil e no Mundo se aprofundem e tragam informações à população. Por exemplo, no caso dos parabenos, ainda não existem estudos que comprovem 100% a relação entre eles o câncer de mama, mas já foi o suficiente para muitas empresas repensarem quanto a sua utilização”, diz Cibeli.

 

LIVRE DO SULFATO

“No início de 2010, percebemos uma demanda do mercado cosmético de busca por ingredientes free-from ( livres de…). Após algumas pesquisas, selecionamos tendências para trabalharmos esse conceito, visando atender às necessidades de nossos clientes, como Chemical-free Actives (Ativos livres de química); PEG-free (Livre de etoxilação); Triclosan-free (Livre de triclosan); Silicone-free (Livre de silicone); Sulfate-free (Livre de sulfato) e Paraben-free (Livre de parabeno)”, diz Marina Olivato, gerente de Tecnologia & Inovação da Cosmotec.

A empresa possui um amplo portfólio de ingredientes que atendem o conceito free, como ativos vegetais derivados de frações purificadas de plantas especiais, além de alternativas de origem vegetal às mais diversas categorias de produtos: emulsionantes de alta performance, emolientes, microesferas de esfoliação, para efeito visual ou melhora do sensorial, agentes condicionantes, ativo desodorante, proteínas e aminoácidos. Podemos citar também os conservantes de amplo espectro como alternativa aos parabenos, tensoativos livres de sulfatos, linha completa de óleos vegetais, aditivos reológicos e tixotrópicos derivados da argila hectorita, assim como dispersões de filtros solares físicos dispersos em veículos de origem vegetal.

figura7“Embora esse segmento ainda seja bastante específico, percebemos que o consumidor tem olhado mais para a nomenclatura free em algumas categorias, como esmaltes, por exemplo. No geral, pode-se dizer que a indústria está cada vez mais criteriosa na seleção de novos ingredientes e no desenvolvimento de fórmulas com menor potencial de alergia” comenta Mariana.

Segundo a executiva da Cosmotec, a busca por alternativas aos parabenos é cada vez maior e existe uma tendência de descontinuidade do uso mundial destes conservantes, já que a questão da segurança é sempre muito discutida. “O uso de tensoativos livre de sulfatos também vem se mostrando cada vez mais frequente, por promoverem maior suavidade e segurança ao consumidor e proteção contra o desbotamento da cor dos cabelos tingidos, mantendo-os brilhantes e renovados por mais tempo. Já os filtros físicos, como dióxido de titânio e óxido de zinco, estão se tornando alternativas eficazes para muitos formuladores substituírem ou reduzirem a concentração de filtros químicos nas formulações, visando à redução de possíveis reações de sensibilidade e irritação da pele”, finaliza Mariana Olivato.

 

RESPEITANDO O MEIO AMBIENTE

figura8A alemã Evonik está constantemente focada em atender as necessidades do mercado cosmético com novas tecnologias, considerando a cadeia de produção, para uma “eco-otimização” de seus produtos, garantindo a segurança de uso dos mesmos. “Nosso portfólio consiste em 6 categorias: surfactantes secundários, agentes condicionantes, emulsionantes, emolientes, ativos e aditivos de performance”, explica Stéphanie Facuri, coordenadora de Tecnologia de Aplicação na América do Sul. Segundo ela, existem inúmeros caminhos que podem ser seguidos até chegar no conceito free, mas no geral, é possível optar por produtos gentis com a pele, com o planeta e com quem vive nele. “É possível optar por sulfosuccinatos e as betaínas em substituição aos sulfatos para formulações de proteção da cor dos cabelos, assim como optar pelo poliglicerol derivado de ácido caprílico para função desodorante, muito suave e efetivo ao mesmo tempo do que o triclosan”, destaca.

A Evonik colocou no mercado, recentemente o Tegosoft AC, desenvolvido a partir da tendência global de demanda por derivados vegetais com texturas leves e comprovado por painéis sensoriais, confere uma sensação cutânea suave e não oleosa, sendo a solução ideal para conferir um toque agradável às formulações. É 100% natural e produzido por esterificação enzimática, um processo sustentável que gera materiais de alta pureza.

 

PARCERIA RESPONSÁVEL

A Volp, como distribuidora de insumos cosméticos e farmacêuticos para as respectivas indústrias, sempre buscou distribuir produtos de empresas de renome mundial e precursoras de tecnologias, sempre de acordo com atuais conceitos e legislações pertinentes globais. “Podemos citar como exemplos a Croda, Rhodia Solvay e Thor, todas Europeias, perfeitamente afinadas ao conceito free”, conta Simone Tofoli da Silva, coordenadora técnica da Volp, cujo portfólio tem aproximadamente 200 diferentes produtos para o tratamento de pele e cabelo, sendo a maioria deles derivados de matérias-primas naturais e de fontes renováveis. “Tais produtos são biodegradáveis, seguros ao meio ambiente e ao ser humano, salvo exceções que ainda não possuem substitutos modernos e, portanto, são vendidos com documentação técnica indicando os perigos específicos, como exige a legislação vigente”, explica Simone.

A coordenadora técnica da Volp conta que muitos produtos ainda utilizam matérias-primas de origem animal, e estas vêm sendo substituídas por alternativas de origem vegetal, pois há uma parte da população que desaprova o abate de animais. Pesquisa feita pela Datamonitor no mercado cosmético do Brasil, comparando o consumidor brasileiro em relação ao global, e no tema dedicado “ao fascínio da beleza verde e natural”, mostrou que 22% dos consumidores do País estão mais preocupados que a média mundial no momento da compra de um produto cosmético. “Um exemplo concreto é a Natura ser a primeira empresa em vendas no Brasil e a mais preocupada com produtos naturais, sustentáveis e éticos” observa Simone.

 

PELO FIM DA CRUELDADE

Após o episódio dos beagles no Instituto Royal, em São Roque, o tema passou a ser abordado com mais frequência. Alguns veterinários e pesquisadores continuam a favor dos testes com embasamento na proteção humana. Nas marcas, por exemplo, ser considerada cruelty free não garante que ela não trabalhe com alguma terceirizada e/ou com produtos que não sejam. “Nenhuma empresa quer ver seu nome envolvido com este tema”, diz Alberto Keidi Kurebayashi. “Creio que num curto espaço de tempo o Brasil, assim como a Europa hoje, irá banir o uso de animais em testes para ingredientes e produtos cosméticos. Existe a necessidade de criarmos uma infraestrutura laboratorial robusta em termos de métodos alternativos no País e, assim que tivermos isso implementado, será mais fácil chegarmos a este nível e, assim, podermos usar o conceito de Cruelty-free para todos os produtos cosméticos desenvolvidos no Brasil”, complementa Jardis Nunes, da ABC.

Iniciativas importantes vêm sendo tomadas neste sentido desde 2008 com a Lei Arouca ( Lei 11.794 de 8 de Outubro de 2008) que normatizou o uso de animais em experimentação e que criou do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) ligado ao Ministério de Ciênica e Tecnologia, em 2011 com a criação do Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM ), em 2012 com a criação da Rede Nacional de Métodos Alternativos ao uso de animais (RENAMA) e, agora em 2013, com a criação da Sociedade Brasileira de Métodos Alternativos a Experimentação Animal (SBMAlt). “Todo este cenário favorável, com estas entidades trabalhando juntas, irá contribuir muito para que o Brasil possa atingir esta meta a curto prazo”, observa Nunes.

A filial brasileira da Cruelty Free International, primeira organização global dedicada à eliminação do uso de animais em testes de cosméticos em todo o mundo, promoverá o uso de métodos alternativos aos testes com animais na produção de cosméticos e produtos de limpeza doméstica. A entidade trabalha junto a governos, reguladores, empresas e organizações parceiras em todo o mundo, tendo colocado pela primeira vez o combate à experimentação animal em cosméticos na agenda de muitos governos.

A Natura, desde dezembro de 2006 não realiza testes em animais durante o desenvolvimento dos produtos ou de matérias-primas para avaliar a segurança e a eficácia. Ao invés de usar animais em seus testes, a empresa utiliza as mais avançadas técnicas mundiais de avaliação que incluem modelos computacionais, pesquisa e revisão contínua dos dados publicados em literatura científica do mundo todo e testes in vitro, que também são aceitos pela comunidade científica internacional.

Outras empresas como a KT Cosméticos, Belcorp, Amazônia Viva, a Santé Cosméticos (responsável pela marca Vita Seiva), a Weleda, a Nação Verde e a Vyvedas também estão engajadas no conceito Cruelty Free.

PARA AS MÃOS DO CONSUMIDOR

figura9Linha Hidratação Intensiva Cupuaçu Amazonia Viva. Os produtos utilizam exclusivamente ativos minerais e vegetais e contém na sua formulação altas concentrações de ativos botânicos da Floresta Amazônica, sempre de fontes renováveis. “Não utilizamos parabenos, mas utilizamos outros conservantes. Em nossa linha apenas os produtos que não contém água em sua formulação não necessitam de conservantes. Para atrair o consumidor que busca um produto mais natural desenvolvemos embalagens condizentes que comunicam claramente o conceito”, informa Cristina Ferreira, diretora da marca Amazonia Viva.

figura10Base KT Cosméticos. Contribui para a hidratação, crescimento e fortalecimento das unhas. Livre de formaldeídos e tolueno, contém extrato vegetal orgânico com propriedade anti-séptica e antimicrobiana. “Não utilizamos o principal solvente para bases e esmaltes o tolueno, ingrediente alergênico, substituímos pela água, onde obtivemos uma base sem riscos de alergia menos agressiva ao corpo e ao meio ambiente”, diz Alessandra Nahus, proprietária da KT Cosméticos.

figura11Condicionador Onojoil Vita Seiva. Combina óleo de ojon com manteiga de karité. Possui pH baixo (de 3 a 4) e é livre de parabenos. “Aplicamos óleos e gorduras vegetais, que agem como emolientes e hidratantes em vários tipos de aplicações, substitutos ao óleo mineral e outros derivados do petróleo”, informa Jamile Mendonça, diretora executiva da marca.

figura12Esfoliante Cremoso de Bétula para o Banho Weleda.Composto por pérolas de cera de abelha, plantas e óleos vegetais puros. “Na visão da empresa, o conceito free está no fato de não usarmos em nossos cosméticos nenhum tipo de substância artificial, que possa ser nociva à saúde dos consumidores. Nossos cosméticos estão isentos de parabenos, aditivos e fragrâncias sintéticos, óleos minerais e silicone. Cada produto é cuidadosamente desenvolvido com ingredientes valiosos como, óleos essenciais e vegetais naturais de flores, plantas e frutas”, conta Dany César de Souza Francisco, diretor administrativo e comercial da Weleda do Brasil.

figura13Leave-in Est Cereja Est Cosméticos. Contém extratos de cereja, framboesa e amora e PCA Sódico, um umectante natural derivado da cana de açúcar. “ Substituimos o propilenoglicol por um derivado da cana de açúcar, os os conservantes artificiais por conservantes naturais e vitamina E, o óleo mineral por óleos vegetais e ingredientes de origem animal por ingredientes vegetais. Todas estas substituições visam aumentar a qualidade do produto e eliminar o uso de ingredientes que não agregam benefícios à fórmula. No caso dos ingredientes animais não são utilizados porque faz parte da filosofia da empresa, que também não faz testes em animais”, informa Luciana Portolano, diretora da EST.

figura14Shampoo e Condicionador Matizador Vymana Nação Verde. A linha não contém petróleo ou seus derivados, sem sal, sem perfumes químicos e corantes artificiais. “O uso de derivados de petróleo hoje em dia é absolutamente desnecessário, servindo apenas para reduzir o custo do produto e em contrapartida prejudicando a saúde das pessoas”, diz Jacqueline Flausino, consultora de beleza da Nação Verde.

figura15Linha Vyvedas Baby & Kids. Especialmente desenvolvidos para bebês e crianças até oito anos, os produtos são formulados com ingredientes naturais e suaves, todos de origem 100% natural, e são livres de componentes sintéticos. A fragrância suave foi elaborada a partir de extratos de plantas e frutas de origem totalmente vegetal. “Existe todo um processo de educação e treinamento de nossa equipe, apta a informar as vantagens do uso de produtos sem conservantes. Parabenos , óleo mineral, BHT, Phenoxietanol entre outros, são nocivos ao meio ambiente no seu processo de fabricação, e não agregam valor a pele e cabelos, podendo inclusive causar irritações”, conta Mariana Soares, sócia-diretora da Vyvedas.

figura16Linha Total Care Alergoshop. Formada por shampoos, condicionadores e leave-in para cabelos secos e danificados e para cabelos normais a oleosos, todos isentos de sulfatos. Além do Desodorante Spray Alergoshop, que é totalmente livre de alumínio. Foram excluídas 105 substâncias com potencial nocivo, dentre elas as substâncias presentes nos testes de contato realizados nos consultórios, além de outras descritas em literatura científica. Dentre os componentes eliminados, estão Parabenos, Triclosan, Benzophenonas, BHT, Sulfato de Níquel, Lauril, Propilenoglicol, entre outras. Segundo Marina Monaco, coordenadora de Marketing da empresa, na formulação dos produtos Alergoshop são empregadas matérias-primas menos agressivas, não alergênicas e com componentes que fogem dos derivados de petróleo e que não são de origem animal.

Fonte: http://www.freedom.inf.br/revista/HC83/cosmeticos_83.asp

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